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A Primeira Peça de Teatro

Após termos sugerido uma ida ao auditório Horácio Marçal, na Junta de Freguesia de Paranhos, para assistir à peça de teatro "Eram uma quantas vezes", eu própria o fiz. No dia 13 de Dezembro de 2009, pelas 16:00h, lá me encontrava para apreciar a primeira peça de teatro (desde do início do projecto), acerca do tema surdez, promovida pela Associação de Surdos do Porto em parceria com a PELE.
Devo considerar que me pareceu uma peça inovadora e criativa, em que as palavras se excluem e dão lugar aos gestos, para que seja possível a interpretação e compreensão do desenrolar da história. Uma reflexão consciente sobre muitos dos aspectos e vivências que nos rodeiam e aos quais pouco importância se dá. Um trabalho de realce desenvolvido por dez artistas, actores e actrizes, todos surdos, de entre os quais um deles é surdo autista e um outro, para além da surdez, é ainda portador de um deficiência física.
Para aqueles que, tal como eu, puderam presenciar o concretizar deste trabalho, espero que tenham gostado tanto quanto eu, e que ponderem uma nova ida.
Sem dúvida, uma experiência diferente.
Valeu a pena! Parabéns àqueles que a tornaram realidade.
                                                                                                                                                 Margarida
 

Associação de Surdos Do Porto - Conversa com Armando Baltazar

No dia 11 de Dezembro de 2009, sexta-feira, deslocamo-nos novamente à Associação de Surdos do Porto no sentido de obter informações mais detalhadas sobre a Associação e as actividades que nela decorrem.
Fomos recebidas mais uma vez pela Dr. Ana Bela Baltazar, que nos encaminhou para um outro membro da associação o senhor Armando Baltazar , surdo desde os 13 anos de idade.
Após uma conversa animada e em ambiente familiar, consideramos esta visita notável e diferente, uma vez que o senhor Armando, apesar da sua Surdez, teve a possibilidade de nos comunicar aquilo que pretendíamos e muito mais.
Agradecemos-lhe a sua imediata disponibilidade, o à-vontade com que nos recebeu e connosco conversou , a sua simpatia e amabilidade. Graças a ele, poderemos contar com um conhecimento mais alargado sobre este assunto.
Prometemos voltar numa próxima!

Peça de Teatro " Eram umas quantas vezes"


A realizar-se nos dias 11, 12 e 13 de Dezembro de 2009, no auditório Horácio Marçal, situado na Junta de Freguesia de Paranhos, Porto. Uma Peça de Teatro promovida pela Associação de Surdos do Porto em Parceria com a PELE -  Espaço de Contacto Social e Cultural.

Sejam curiosos ! Espreitem ! 

Visita à ACAPO

Surgiu-nos um convite por parte da Equipa Técnica de Acção Social da ACAPO da Delegação do Porto. A prontidão do nosso "Sim" foi remetida através do e-mail de resposta.

O dia 24 Chegou! A manhã passada superou de longe todas as nossas expectativas. Primeiramente, por parte da Drª Natividade que nos explicou o nascimento da associação, como tudo funcionava, as dificuldades dos cegos e as iniciativas da associação.
Anunciação Velho, Maria do Sameiro, Elisabeth Moreno, Maria da Luz (Técnica de Braille) e Marlene Monteiro ( Terapeuta Ocupacional)  foram as pessoas que marcaram a nossa manhã na "Oficina dos Trapilhos". Esta Oficina contêm peças verdadeiramente fantásticas produzidas em ponto de Macramé e Croché. Na imagem ao lado mostramos apenas algumas das peças produzidas por algumas utentes. 

E como queremos que todos possam visitar a exposição indicamos o horário da mesma:
  • De 24 de Novembro a 3 de Dezembro (Segunda a Sexta) das 9:30h - 13h e das 14h às 17h 
  • Sábado 28 de Novembro das 10h - 12h e das 14h às 17h 
  • Dia 4 de Dezembro das 9:30h ás 13h 
Queremos, deste modo, alertar toda a gente que não compreendem que muitos deles (cegos) são dotados de uma refinada inteligência e sensibilidade. 

A ACAPO e "O Guia do Guia"

 A ACAPO, Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal, é uma Instituição Particular de solidariedade social, de âmbito nacional, que tem como fins estatutários a defesa dos direitos e a promoção da integração socioprofissional dos deficientes visuais.

 



Muitas vezes queremos ajudar uma pessoa cega na rua mas não sabemos como o fazer.







A primeira abordagem :
 O primeiro passo é sabermos se a pessoa de facto precisa de ajuda ou não. Se a resposta for sim, o mais provável é que a pessoa cega procure o nosso braço e, nesse caso, então podemos avançar. Se a pessoa cega não tomar a iniciativa, podemos tocar levemente no braço dela com o nosso para indicar a posição.
Importante: deve ser a pessoa com deficiência visual que segura o nosso braço e não o contrário. 

Caminhar: 
Um guia deve ir à frente pois o cego está habituado a ser ajudado e a andar ao lado do guia meio passo a trás. Podemos manter o nosso braço flectido ou pendurado. É importante termos atenção à velocidade do passo, tem de ser confortável para os dois. O Guia deve andar sempre do lado do transito para proteger a pessoa que estamos a ajudar.

Obstáculos do percurso: 
Ao longo do caminho vamos certamente deparar-nos com vários obstáculos que não permitem que as duas pessoas passem: passeios estreitos, carros mal estacionados, sinais de transito, entre outros. A solução é simples, basta que, ao chegar perto do local, o guia avise que se estão a aproximar de uma "passagem estreita" e coloque o braço atrás das costas. automaticamente a pessoa cega sabe que tem de se colocar atrás do guia. Ultrapassando o obstaculo o guia traz o braço de novo para a frente e voltam a andar lado a lado. Antes de atravessar a rua com a pessoa cega é fundamental verificar que não há nenhum carro estacionado no outro lado, que impeça a nossa subida para o passeio.
Importante: Não se deve atravessar a rua na diagonal. Devemos sempre atravessar e direito, a uma velocidade constante. Ao passearmos pela cidade é frequente ouvirmos ruídos agressivos como buzinas, travagens bruscas, entre outros. Se explicarmos o que se está a passar à pessoa cega, ela sentir-se-á mais segura ao perceber que não está a correr o risco.

Passar uma porta: 
Este é um obstáculo fácil! O Guia deve abrir a porta e a pessoa com deficiência visual  fecha-a. Todo o processo será ainda mais fácil quando o guia fica do lado do puxador e a pessoa cega do lado das dobradiças.

Escadas: 
Os cegos estão habituados a subir e a descer escadas diariamente. A melhor forma de os ajudarmos é indicando onde estas começas, parando junto ao primeiro degrau e dizendo "escadas a subir" ( ou "descer"). Caso haja corrimão devemos deixar que a pessoa cega segure no corrimão. A subida ou descida deve ser feita normalmente, sem paragens.
Importante: Se começarmos com a perna mais perto da pessoa guiada, fornecemos informação mais preciosa sobre o tamanho dos degraus.


Transporte: 
Quando entrarmos num transporte publico com uma pessoa cega não nos podemos esquecer da regra geral: o guia vai à frente. Já no autocarro/comboio/metro, se virmos que há algum lugar vago, devemos colocar a mão do braço que a pessoa cega está a segurar nas costas da cadeira livre, sentando-se a mesma sozinha. Se o guia não for utilizar o mesmo transporte, deve indicar a entrada à pessoa cega que subirá sozinha, apoiando-se no corrimão. 



 

Visita ao Quartel da Serra do Pilar

A convite de um grupo de Área de Projecto da turma 12ºG, ontem, pelas 16h00, fomos ao Quartel Militar da Serra do Pilar. Três elementos do nosso grupo realizaram testes psicotécnicos e psicomotores, observaram as salas onde se realizam os exames médicos e fomos esclarecidos pelo Tenente-Coronel Ribeiro acerca das provas de ingressão nas Forças Armadas Portuguesas.

Fomos muito bem recebidas e experimenta-mos por um dia algumas das provas a que os candidatos são sujeitos.

Deixamos aqui o nosso agradecimento ao grupo de Área de Projecto, ao Tenente-Coronel Ribeiro e à Professora que nos acompanhou.

ABAADV

Mais uma Associação !


Recebemos uma resposta positiva por parte da única escola de cães guias do país. Esta associação foi fundada em 1996, até lá Portugal era o único país da UE que não tinha uma escola de cães guia. Existe ainda uma longa lista de pessoas cegas que necessitam de um acompanhante. Estes são normalmente de raça retriever do labrador e são treinados durante cerca de 2 anos. "Este dedicado companheiro de quatro patas evita que o cego choque com os obstáculos, ajuda-o a encontrar a entrada dos locais onde pretende dirigir-se, procura um multibanco ou um telefone público, encontra a passadeira para peões e até impede que pise poças de água e excrementos de outros animais." 
Podem encontrar mais informações no site da associação www.caesguia.org



Mais tarde, iremos fazer uma entrevista à associação que publicaremos no blogue!